A sexualidade humana possui complexa interação de aspectos cognitivos, afetivos, comportamentais e fisiológicos. Entretanto, o ponto central da disfunção sexual focaliza-se na percepção irrealista e prejudicial do individuo em relação ao próprio desempenho sexual, em uma percepção negativa de si. A expectativa negativa quanto ao seu desempenho sexual, além de, em muitos casos, contribuir para o desenvolvimento de uma baixa capacidade do sujeito em criar alternativas que favoreçam a resolução deste problema, leva o indivíduo a preocupar-se em excesso, tornando-o uma pessoa que busca se esquivar e evitar o contato sexual, o que propicia a continuidade do sofrimento.

Portanto, de acordo com vários estudos, a disfunção sexual está associada ao conteúdo dos pensamentos que direcionam o sujeito a focalizar-se em aspectos não eróticos durante o ato sexual, como a dúvidas relacionadas ao seu desempenho. Em companhia a estes pensamentos, a resposta fisiológica de ansiedade potencializa a atenção do sujeito disfuncional em direção ao que é irrelevante e prejudicial ao ato sexual, resultando na deterioração do desempenho sexual.

A atuação psicoterapêutica, desta forma, envolve ajudar os pacientes a alterar suas crenças sobre sexo e ampliar seus repertórios comportamentais que favoreçam a excitação, o que tende a proporcionar diminuição nas expectativas negativas de desempenho e aumento em novas investidas sexuais.

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