Diferentemente do que muitos acreditam, o processo de mindfulness não se associa a misticismos ou coisas esotéricas, como você virá a entender ao ler esse artigo. A prática do mindfulness consiste em um exercício para a mente em que objetiva-se uma mudança na relação que temos com nossos pensamentos. E para isso, você, definitivamente, não precisa ser um mestre budista. Está é uma técnica acessível e disponível a qualquer pessoa e uma ótima forma de entender o mindfulness é fazendo uma prática vivencial. Portanto, vamos praticar?

Sugiro que escolha uma posição confortável em que, de olhos fechados, você possa, por 5 minutos, se dedicar a estabelecer uma consciência plena da sua própria respiração: perceba o ar entrando e saindo; atente-se ao movimento dos seus pulmões. Por alguns segundos isso será de fácil execução, no entanto, mais rápido do que você esperará sua atenção se desprenderá da sua respiração e irá para pensamentos que o levam a lembrar do que você tem a fazer daqui a pouco ou amanhã ou do quanto é chato ficar parado por tanto tempo, por exemplo. Nesse momento, esforce-se em perceber esse desvio de atenção e busque trazer seu foco, novamente, para a sua respiração de forma suave e sem qualquer lamentação por isso ter acontecido. Tão logo sua mente voltar a sua atenção para a respiração, ela irá se desconectar e voltará a focar em algum pensamento. Isso é esperado. Nestes momentos, você deve repetir o procedimento de trazer seu foco, novamente, para a sua respiração, sem críticas ou julgamentos por isso estar acontecendo.

Como irá perceber, a prática desse exercício o obrigará a estar com sua atenção presa ao presente, lugar este em que sua ansiedade não ganha força, pois a mesma se desenvolve quando acreditamos em pensamentos e preocupações com relação ao nosso futuro. Essa “presentificação” nos habilita a ficarmos competentes na arte de percebermos nossos pensamentos, mas sem exatamente estarmos obedecendo ao que estão nos dizendo. Isso porque, passamos a entendê-los apenas como um pensamento, ou seja, algo efêmero que não se conecta e não descreve necessariamente o que acontece no mundo. Ao praticarmos esse entendimento, passamos a enfraquecer o processo da ansiedade, que se fortalece justamente na nossa crença de que nossos pensamentos são uma verdade absoluta.

Com a vivência do mindfulness, nos tornamos observadores dos nossos pensamentos, assim como fazemos com nossa respiração, deixando-os livres e sem retenções. Com a prática, você perceberá uma significativa baixa na frequência com que pensamentos de ansiedade surgem, assim como, perceberá uma maior habilidade em não se sentir agitado quando esses pensamentos aparecerem.

Conquiste sua tranquilidade. Viva o presente. Se torne telespectador dos seus pensamentos. Pratique mindfulness!

Referência: Leahy, Robert – Livre de ansiedade.mindfulness

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Uma potente ferramenta para o controle da Ansiedade: Mindfulness

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