São muitas as situações que nos fazem sentir desanimados: perda do emprego, término de um relacionamento, uma situação de luto, doenças… Algumas vezes, esse sentimento parece surgir-nos do nada…

Nesses momentos, costumamos pensar que “as coisas não vão dar certo”, “isso nunca vai melhorar” e “nunca vou conseguir”. Acreditamos, com grande convicção, nesses pensamentos e nos “mergulhamos” no desânimo.

Desânimo Costumo dizer que o estado emocional chamado de desânimo não tem origem na situação ou no problema que vivenciamos, mas na forma como interpretamos essas situações ou esses problemas.

Nos sentirmos desanimados tem relação direta com a maneira como explicamos o que acontece em nossas vidas. Questionamo-nos por que algumas pessoas que conhecemos rapidamente superam suas dificuldades e pouco se sentem desanimadas. A resposta para esses questionamentos está no fato de que não são as situações que determinam nossas emoções e ações, mas, sim, nossas cognições ou interpretações a respeito dessas situações, ou seja, aquilo que passa pela nossa cabeça assim que percebemos um problema.

Apesar das dificuldades que possam realmente existir para a solução de um problema, nossos pensamentos negativos não são, necessariamente, verdadeiros. Antes de aceitarmos a  impossibilidade e a limitação, vale a pena verificarmos se, de fato, nossos problemas têm o tamanho que lhes damos. Questioná-los em sua veracidade pode-se tornar importante ferramenta para o reencontro com o caminho da solução de nossos problemas.

Fiquemos atentos ao que dizemos a nós mesmo antes de nos sentirmos desanimados. Desafiá-los poderá auxiliar-nos na construção de pensamentos mais realistas, como “isso é só passageiro”, e tornar-nos mais motivados a modificar o que nos está incomodando.

Vídeo informativo sobre Terapia Cognitiva e Depressão por Judith Beck, grande referência na área e autora de vários livros: http://www.youtube.com/watch?v=REfORV5ddlQ&feature=player_embedded#!

Lucas Frederico Bezerra
Psicoterapeuta cognitivo, de família e de casal

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Psicologia Cognitiva – Compreenda melhor o desânimo

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